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Mulheres que amam criminosos sexuais

Jornalista que se assustou com a quantidade de cartas de amor que criminosos sexuais recebem na cadeia fez um livro sobre essas mulheres apaixonadas. "Em mim sobrou uma profunda tristeza", escreve

0,,32991561,00 O jornalista e roteirista Gilmar Rodrigues pulou da cadeira quando soube que o Maníaco do Parque, apelido dado a Francisco de Assis Pereira, acusado de 10 mortes e 11 ataques sexuais, era um dos campeões de recebimento de cartas amorosas no presídio em que cumpre os primeiros dos 274 anos de prisão aos quais foi condenado. Como um assassino de mulheres e estuprador conseguiu atrair a atenção e o amor de outras mulheres? Rodrigues pensava ser impossível, mas descobriu que não é. No primeiro mês, Pereira recebeu mais de mil cartas, muitas de mulheres apaixonadas, dizendo que a realidade era diferente e tantas outras argumentações a favor do criminoso. "Essas mulheres correm o risco de se tornarem vítimas desses criminosos", diz o jornalista.

Assustado, Rodrigues resolveu escrever um livro sobre essas mulheres "loucas de amor". Loucas de Amor - mulheres que amam serial-killers e criminosos sexuais, da editora Ideias a Granel e lançado na terça (17) em São Paulo, conta vários casos como o de Pereira, de várias mulheres iludidas e até transcrições de cartas. Segundo o autor, "entre mulheres que se relacionam com criminosos sexuais dos mais diversos tipos, há muitas pobres e nem um pouco atraentes. Mas existem universitárias, mulheres de classe média, mulheres bonitas e, com exceção de uma, sem problemas mentais aparentes". Depois de estudar a fundo a personalidade delas, o jornalista afirma que não se pode desclassificá-las, tratando-as como loucas ou degeneradas sexuais.

Fonte: Época

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